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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O PRETO.....O NEGRO......A AUSÊNCIA......


“ O preto é o início de tudo, o ponto de partida, a silhueta, o recipiente – e depois o conteúdo. Sem as suas sombras o seu relevo e a sua proteção, parecer-me-ia que as outras cores não existem. O preto é ao mesmo tempo a soma de todas as cores. É volúvel, cambiante, nunca é o mesmo. Existe um número infinito de tons de preto: o preto suave das roupas transparentes, o preto apagado e triste do crepe de luto, o preto nobre e profundo do veludo, o preto profuso do tafetá ou o preto forte da seda (faille), o preto esvoaçante do cetim, o preto oficial e alegre do verniz. O preto faz que a lã pareça carvão, dá ao algodão um ar rústico e confere aos tecidos novos um toque insinuante.
Não tenho relação com a neve, não gosto de leite, as noivas do meu desfile são coloridas. Só a caiadura deslumbrante das casas típicas do Mediterrâneo me abre o apetite pelo branco. Dou voltas, hipnotizo com os tons dourados e vermelhos. Dizem que essas cores juntamente com o preto são as cores da loucura (por isso, o realizador Ingmar Bergman pretendia uma casa vermelha em Lágrimas e Suspiros).
Deve acrescentar-se que o preto é um pilar do Sul, uma presença calmante, algo evidente: já falei com frequência sobre os matizes subtis do preto (como nos quadros de Frans Hals ou Velázquez), dos hábitos das freiras arlesianas da minha infância, aos quais o sol arranca reflexos diversos – afirmaria até que o preto tem um aroma que se liberta dos tecidos quando expostos ao sol. Podia dizer-se o mesmo do preto do touro, para cuja pele os aficionados entusiastas têm adjetivos poéticos.Ao contrário do branco, o preto é “penetrável”. Numa pequena mancha preta, há densidade, prazer, um mundo inteiro. E custa resistir ao preto de qualquer outra parte. Tem-se vontade de lhe tocar, de o espalhar com pincéis ou até mesmo com as mãos. O preto é tanto matéria como cor, é tanto luz como sombra (cujo hino supremo Barthes cantou). Não é triste, nem alegre, mas sim allure e elegância, perfeito e indispensável. Tal como a noite, é irresistível. As crianças não deviam temer o preto, porque se o seu mistério as assusta, é porque nele podem obter a resposta aos seus próprios segredos.” (
Christian Lacroix)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MADELEINE VIONNET




Madeleine Vionnet foi a primeira a utilizar o corte em viés para criar roupa. Até então esta técnica só tinha sido usada para fazer golas. Desenvolvia as suas criações num pequeno manequim de madeira, criando os cortes mais requintados a partir de formas básicas como quadrados e triângulos. Para conseguir cortar os vestidos em viés mandava fabricar os tecidos com dois metros de largura. Comparada a Chanel, Vionnet é ainda hoje uma desconhecida, talvez porque produzia Rolls Royces, enquanto Coco foi o Ford da moda.


Madeleine Vionnet (1876-1975)Foi o Glamour de Hollywood:criou vestidos de ombros desnudos, que abraçam o corpo como se fosse seda líquida.foi Inventora do corte em viés e dos drapeados,Trabalhou modelando seus desenhos numa boneca de madeira em vez que desenhá-los usou Seda, mousselina, cetim e veludo.pincipalmenteem Tons de branco, bordados rosa e nós estilizados (sustiam o tecido em pontos estratégicos para nao precisar de costura) utilizava Bordados na direção dos fios. Fechou a casa em 1939 Criou o Moulage (técnica de modelagem0

I LOVE LUCY......FOREVER


Lucille Désirée Ball nasceu em 6 de agosto de 1911 em Nova Iorque e faleceu em 26 de abril de 1989 em Los Angeles, foi uma atriz norte-americana.A popularidade de Lucille como comediante começou no cinema onde atuou com os Irmãos Marx em "Room Service", em 1938 e em "The Marines Fly High" com Fred Astaire em 1940.Em 1951, Lucille e seu marido, Desi Arnaz, financiaram um programa-piloto para uma série cômica na televisão. A CBS gostou da idéia e concedeu à Desilu, a produtora do casal, os eventuais lucros de repetição do seriado. Assim nas décadas seguintes o "I love Lucy" rendeu uma fortuna a seus criadores. Exportado para cerca de 80 países, até hoje esses episódios são apresentados na TV.Ela foi a primeira atriz a continuar a filmar os episódios de uma série de TV mesmo estando grávida. Ela convenceu os produtores a fazer com que sua personagem também engravidasse, e em 19 de janeiro de 1953 cerca de 44 milhões de espectadores acompanharam o parto de sua personagem, algumas horas depois que a atriz deu à luz ao seu filho, Desi Arnaz Junior.Ela e Desi Arnaz se divorciaram em 1960, mas a atriz se casou dois anos depois com o também ator Gary Morton que se tornou produtor da série.

FLORBELA ESPANCA


Florbela Espanca, nascida Flor Bela Lobo, (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em seu país, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino.Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em janeiro de 1931.

A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.Florbela Espanca

Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis.Florbela Espanca

Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente.Florbela Espanca

É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.Florbela Espanca

A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.Florbela Espanca

Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....Florbela Espanca

Fanatismo Minhálma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver!Não és se quer razão do meu viver,Pois que tu és já toda a minha vida!Não vejo nada assim enlouquecida...Passo no mundo, meu amor, a lerNo misterioso livro do teu serA mesma história tantas vezes lida!"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."Quando me dizem isto, toda a graçaDuma boca divina fala em mim!E, olhos postos em ti, digo de rastros:"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."Florbela Espanca

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!Amar só por amar: Aqui...além...Mais Este e Aquele, o Outro e toda a genteAmar!Amar!E não amar ninguém!Recordar?Esquecer?Indiferente!...Prender ou desprender?É mal?É bem?Quem disser que se pode amar alguémDurante a vida inteira é porque mente!Há uma Primavera em cada vida:É preciso cantá-la assim florida,Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!E se um dia hei-de ser pó,cinza e nadaQue seja a minha noite uma alvorada,Que me saiba perder... pra me encontrar...Florbela Espanca

Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdadeFlorbela Espanca

Nunca fui como todosNunca tive muitos amigosNunca fui favoritaNunca fui o que meus pais queriamNunca tive alguém que amasseMas tive somente a mimA minha absoluta verdadeMeu verdadeiro pensamentoO meu conforto nas horas de sofrimentonão vivo sozinha porque gostoe sim porque aprendi a ser só...Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar.Florbela Espanca

Aos olhos deleNão acredito em nada. As minhas crençasVoaram como voa a pomba mansa;Pelo azul do ar. E assim fugiramAs minhas doces crenças de criança.Fiquei então sem fé; e a toda a genteEu digo sempre, embora magoada:Não acredito em Deus e a Virgem SantaÉ uma ilusão apenas e mais nada!Mas avisto os teus olhos, meu amor,Duma luz suavíssima de dor...E grito então ao ver esses dois céus:Eu creio, sim, eu creio na Virgem SantaQue criou esse brilho que m'encanta!Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!Florbela Espanca

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!Florbela Espanca

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem... Sou um reflexo...um canto de paisagem Ou apenas cenário! Um vaivém Como a sorte: hoje aqui, depois além! Sei lá quem sou?Sei lá! Sou a roupagem De um doido que partiu numa romagem E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!... Sou um verme que um dia quis ser astro... Uma estátua truncada de alabastro... Uma chaga sangrenta do Senhor... Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados, Num mundo de maldades e pecados, Sou mais um mau, sou mais um pecador...Florbela Espanca

Sem remédio Aqueles que me têm muito amorNão sabem o que sinto e o que sou...Não sabem que passou, um dia, a DorÀ minha porta e, nesse dia, entrou.E é desde então que eu sinto este pavor,Este frio que anda em mim, e que gelouO que de bom me deu Nosso Senhor!Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!Sinto os passos de Dor, essa cadênciaQue é já tortura infinda, que é demência!Que é já vontade doida de gritar!E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,A mesma angústia funda, sem remédio,Andando atrás de mim, sem me largar!Florbela Espanca

Alma perdidaToda esta noite o rouxinol chorou,Gemeu, rezou, gritou perdidamente!Alma de rouxinol, alma da gente,Tu és, talvez, alguém que se finou!Tu és, talvez, um sonho que passou,Que se fundiu na Dor, suavemente...Talvez sejas a alma, a alma doenteDalguém que quis amar e nunca amou!Toda a noite choraste... e eu choreiTalvez porque, ao ouvir-te, adivinheiQue ninguém é mais triste do que nós!Contaste tanta coisa à noite calma,Que eu pensei que tu eras a minh'almaQue chorasse perdida em tua voz!...Florbela Espanca

AmigaDeixa-me ser a tua amiga, Amor,A tua amiga só, já que não queresQue pelo teu amor seja a melhor,A mais triste de todas as mulheres.Que só, de ti, me venha mágoa e dorO que me importa, a mim?! O que quiseresÉ sempre um sonho bom! Seja o que for,Bendito sejas tu por mo dizeres!Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...Como se os dois nascessemos irmãos,Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...Beija-mas bem!... Que fantasia loucaGuardar assim, fechados, nestas mãos,Os beijos que sonhei prà minha boca!...Florbela Espanca

TEUS OLHOS Olhos do meu Amor! Infantes loirosQue trazem os meus presos, endoidados!Neles deixei, um dia, os meus tesouros:Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.Neles ficaram meus palácios moiros,Meus carros de combate, destroçados,Os meus diamantes, todos os meus oirosQue trouxe d'Além-Mundos ignorados!Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas...Enigmáticas campas medievais...Jardins de Espanha... catedrais eternas...Berço vindo do Céu à minha porta...Ó meu leito de núpcias irreais!...Meu sumptuoso túmulo de morta!...Florbela Espanca

SaudadesSaudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!Florbela Espanca

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!Amar só por amar: Aqui...além...Mais Este e Aquele, o Outro e toda a genteAmar!Amar!E não amar ninguém!Recordar?Esquecer?Indiferente!...Prender ou desprender?É mal?É bem?Quem disser que se pode amar alguémDurante a vida inteira é porque mente!Há uma Primavera em cada vida:É preciso cantá-la assim florida,Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!E se um dia hei-de ser pó,cinza e nadaQue seja a minha noite uma alvorada,Que me saiba perder... pra me encontrar...Florbela Espanca

Eu ...Eu sou a que no mundo anda perdida,Eu sou a que na vida não tem norte,Sou a irmã do Sonho,e desta sorteSou a crucificada ... a dolorida ...Sombra de névoa tênue e esvaecida,E que o destino amargo, triste e forte,Impele brutalmente para a morte!Alma de luto sempre incompreendida!...Sou aquela que passa e ninguém vê...Sou a que chamam triste sem o ser...Sou a que chora sem saber porquê...Sou talvez a visão que Alguém sonhou,Alguém que veio ao mundo pra me ver,E que nunca na vida me encontrou!Florbela Espanca

AmigaDeixa-me ser a tua amiga, Amor,A tua amiga só, já que não queresQue pelo teu amor seja a melhorA mais triste de todas as mulheres.Que só, de ti, me venha magoa e dorO que me importa a mim? O que quiseresÉ sempre um sonho bom! Seja o que for,Bendito sejas tu por mo dizeres!Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...Como se os dois nascessemos irmãos,Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...Beija-mas bem!... Que fantasia loucaGuardar assim, fechados, nestas mãos,Os beijos que sonhei pra minha boca!Florbela Espanca

Sou talvez a visão que alguém sonhouAlguém que veio ao mundo prá me verE que nunca na vida me encontrouFlorbela Espanca

Alma perdidaToda esta noite o rouxinol chorou,Gemeu, rezou, gritou perdidamente!Alma de rouxinol, alma da gente,Tu és, talvez, alguém que se finou!Tu és, talvez, um sonho que passou,Que se fundiu na Dor, suavemente...Talvez sejas a alma, a alma doenteDalguém que quis amar e nunca amou!Toda a noite choraste... e eu choreiTalvez porque, ao ouvir-te, adivinheiQue ninguém é mais triste do que nós!Contaste tanta coisa à noite calma,Que eu pensei que tu eras a minh'almaQue chorasse perdida em tua voz!...Florbela EspancaFlorbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te anda perdida.Meus olhos andam cegos de te ver!Não és sequer razão do meu viverPois que tu és já toda a minha vida!Não vejo nada assim enlouquecida...Passo no mundo, meu amor, a lerNo mist'rioso livro do teu serA mesma história tantas vezes lida!..."Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."Quando me dizem isto, toda a graçaDuma boca divina fala em mim!E, olhos postos em ti, digo de rastros:"Ah! podem voar mundos, morrer astros,Que tu és como Deus: princípio e fim!..."Florbela Espanca

DINA SFAT




“Há mulheres elegantes e mulheres enfeitadas”


Machado de Assis




Mulher enfeitada é aquela que quer se parecer com as outras, e mulher elegante é a que quer se parecer consigo própria.




Dina Kutner de Souza (São Paulo SP 1938 - Rio de Janeiro RJ 1989). Atriz. Inquieta, profunda, dona de uma presença física singularmente sedutora e de uma aguda inteligência interpretativa, Dina Sfat distingue-se, na sua carreira teatral, pela exigência e coerência com que seleciona os seus compromissos profissionais. É uma das artistas de proa que verbalizam e expressam as reivindicações nacionais contra a injustiça e a opressão durante o período da ditadura.
Filha de judeus poloneses, começa a trabalhar aos 16 anos em um laboratório de análises clínicas. Em 1962 faz uma ponta em Antígone América, de Carlos Henrique Escobar, montagem de
Antônio Abujamra para Ruth Escobar. Volta ao amadorismo, como integrante de um grupo estudantil do centro acadêmico de engenharia da Universidade Mackenzie. Dessa experiência nasce seu contato com o Teatro de Arena, onde estréia profissionalmente .


Filma Corpos Ardentes, de Walter Hugo Kouri, com expressivos resultados; o que a conduz ao desempenho da guerrilheira Cy, de Macunaíma, filme de Joaquim Pedro de Andrade realizado em 1969, onde brilha ao lado de Paulo José, o protagonista. Eles se conhecem desde o Teatro de Arena, mas é a partir daí que passam a assumir uma relação marital estável.
Na televisão, protagoniza novelas de grande projeção, tornando-se atriz de larga empatia e reconhecimento popular. Entre outras, destaca-se em Selva de Pedra, em 1972; Os Ossos do Barão, 1973; Saramandaia, 1976; O Astro, 1977; Bebê a Bordo, 1988; além das minisséries Avenida Paulista, em 1982, e Rabo de Saia, em 1984.
Não é possível desligar sua vida artística de sua ativa participação na vida cultural e política do país, seja integrando movimentos em prol da democracia ou da liberdade de expressão. Ao descobrir-se com câncer, luta durante três anos contra a doença. Viaja para a Rússia, em tratamento, aproveitando para fazer um documentário para a TV, no momento em que a perestróika dava seus primeiros passos, levantando muita curiosidade sobre o assunto.
De seu casamento com Paulo José nascem três filhas. Ana e Bel Kutner tornam-se, igualmente, atrizes.
Pouco antes de morrer lança uma autobiografia, Dina Sfat - Palmas pra que Te Quero, escrita em parceria com a jornalista Mara Caballero.

domingo, 12 de setembro de 2010

LANA TURNER ...SÓ QUERIA SER AMADA




Filha de Mildred Frances Cowan e John Virgil Turner, foi descoberta, aos quinze anos, em 1936, tomando uma coca-cola na lanchonete "Top Rat Café" na rua Highland, em Hollywood pelo produtor do jornal "Hollywood Report", W.R.Wilkerson. Foi contratada, a 50 dólares por semana, por Mervyn LeRoy, diretor da Warnertendo estreado em 1937, no filme "They won't forget".Ela era a "Garota do Suéter", considerada símbolo sexual entre as décadas de 1940 e 1950 e tornou-se uma das atrizes mais bem pagas da época.
Percorreu várias etapas até alcançar o estrelado em "
O Destino bate à sua porta" (The Postman always rings twice) de 1946. A estrela era esbanjadora e maníaca por sapatos. Foi casada e separada sete vezes além de ter mantido casos amorosos com várias personalidades como Victor Mature, Howard Hughes, Gene Krupa, Robert Stack, Tony Martin, Clark Gable, Fernando Lamas, Peter Lawford e Rex Harrison, entre outros. Teve uma única filha com Stephen Crane. Os outros maridos foram o músico Artie Shaw, o milionário Henry J. Topping, o ator(e ex-Tarzan) Lex Barker, Fred May, o produtor Bob Eaton e o hipnotizador Joe Robert Dante, que roubou-lhe dinheiro e jóias. Apesar disso o grande amor de sua vida foi o ator Tyrone Power com quem não se casou.
Um dos grandes escândalos de
Hollywood envolveu a filha da atriz, Cheryl Christina Crane, que acusava a mãe de abandono e, em 1958 assassinou Johnny Stompanato, um dos amantes de Lana com uma faca de cozinha. Nessa época a estrela era constantemente agredida pelo gângster Stompanato e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso ela deixasse de lhe sustentar. Cheryl foi absolvida pelo crime.
Lana passou um longo tempo em depressão causada pelo álcool. Apesar de toda a tragédia e da vida sofrida de Lana, sua filha Cheryl demonstrou muito carinho pela mãe em sua autobiografia "
Detour - a Hollywood tragedy" enfatizando ainda que tinha muito orgulho de haver matado para defender a mãe. Em 1985 foi lançado o livro "Lana", uma autobiografia da estrela.
Morreu em 29 de junho de
1995 em Century City, na Califórnia de câncer na garganta

DEBORAH KERR



Deborah Jane Kerr-Trimmer nasceu em
Helensburgh, 30 de Setembro de 1921 —-Suffolk, e faleceu 16 de outubro de 2007 ,foi uma atriz britânica nascida na Escócia. Recebeu um Óscar honorário por sua carreira, que sempre representou perfeição, disciplina e elegância. Foi homenageada pela Rainha do Reino Unido com a Ordem do Império Britânico.
Nasceu com o nome de Deborah Jane Kerr-Trimmer na localidade de Helensburgh, no Firth of Clyde, Escócia. Originalmente treinada como dançarina de balê, teve sua primeira apresentação no palco em 1938, no Sadler's Wells. Depois de mudar de carreira, encontrou sucesso como atriz.
Sua estréia no filme britânico Contraband em 1940 terminou no chão da sala de edição. Mas a isso seguiu-se uma série de outros filmes, incluindo um papel triplo no filme The Life and Death of Colonel Blimp, de Michael Powell e Emeric Pressburger. Mas foi seu papel como uma freira com problemas em Narciso Negro , dos mesmos diretores, em 1947, que chamou a atenção dos produtores de Hollywood.
Suas maneiras e sotaque britânicos conduziram a uma sucessão de papéis em que representava honoráveis, dignas, refinadas e reservadas senhoras inglesas. Contudo, Kerr freqüentemente aproveitava uma oportunidade para descartar seu exterior tão reservado. No filme de aventuras
As Minas do Rei Salomão, de 1950, filmado em locações na África com Stewart Granger e Richard Carlson, ela impressionou as audiências com tanta sexualidade e vulnerabilidade emocional que trouxe novas dimensões para um filme de ação orientado para o público masculino.
Como Karen em A um Passo da Eternidade (From Here to Eternity), de 1953, ela recebeu a indicação para o
Oscar de Melhor Atriz. O American Film Institute reconheceu o caráter icônico da cena do beijo entre ela e Burt Lancaster numa praia do Havaí, no meio das ondas. A organização colocou o filme na lista do "Cem mais românticos filmes" de todos os tempos.
Kerr recebeu o
Globo de Ouro de melhor atriz de comédia/musical de 1957 com o filme O Rei e Eu, com Yul Brynner.
Morreu em Suffolk, na
Inglaterra, por problemas decorrentes do Mal de Parkinson, deixando viúvo Peter Viertel, seu marido durante mais de 47 anos.

SANDRA BRÉA


Todas as manhãs, Sandra Bréa sentava-se diante do espelho e cumpria uma rotina. Penteava os cabelos, se maquiava e se vestia com a mesma vaidade do auge de sua carreira. “Eu sou uma estrela”, dizia aos amigos. Até os últimos dias de vida, não deixou de se comportar como a mulher estonteante que foi mito sexual nos anos 70 e 80. No isolamento em que se encontrava desde que descobriu ter aids, em 1993, fazia isso para não se entregar à depressão. Outra arma era escrever. Quatro dias após a sua morte, seu filho adotivo, Alexandre Bréa Britto, 21 anos, encontrou um diário escrito de maneira desordenada pela mãe.
Manuscritos estavam em folhas soltas e amassadas sob o colchão, nos armários e nas mesinhas de cabeceira do quarto da atriz, que na quinta-feira 11, faria 48 anos. São desabafos em sua maioria, dos últimos meses de vida, quando foi tomada pelas dores do câncer de pulmão que provocou sua morte, na manhã do dia 4, em sua casa, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. José Carlos Costa, o caseiro da casa relata que nas últimas semanas, a atriz tinha medo de se levantar sozinha da cama. “Você acha que eu mereço sofrer tanto?”

sábado, 11 de setembro de 2010

AUDREY HEPBURN ...UMA PRINCESA??? UMA BONECA???


Nascida Audrey Kathleen Ruston na capital belga, era a única filha de Joseph Anthony Ruston (um banqueiro anglo-irlandês) e Ella van Heemstra (uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses). Seu pai anexou o sobrenome Hepburn, e Audrey se tornou Audrey Hepburn-Ruston. Ela tinha dois meio-irmãos, Alexander e Ian Quarles van Ufford, do primeiro casamento da sua mãe com um nobre holandês.
Audrey foi considerada, a príncípio, uma garota "alta, ossuda, de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela". Mas Audrey, mesmo vivendo na época em que as baixinhas, de curvas generosas, pés miúdos e olhos claros imperavam, soube usar os seus "defeitos" como seus dons e conquistar o mundo com seu lindo rosto, sua elegância e seus profundos olhos castanhos. Segundo o estilista
Givenchy, que era incumbido de vestí-la, Audrey era um ideal de elegância e uma inspiração para o trabalho dele.
Audrey sempre será lembrada pelo filme Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961) como Holly Golightly, uma
prostituta de luxo que sonhava em se casar com um milionário, papel totalmente oposto ao com que ela foi premiada com o Oscar de 1954, em que vivia Ann, uma princesa que fugindo de seus deveres reais, se apaixona por um jornalista interpretado por Gregory Peck, em A princesa e o plebeu (Roman Holiday, 1953).
O ator
Gregory Peck, par romântico de Audrey no filme A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953), foi quem a apresentou ao ator Mel Ferrer, que, depois de participar de uma peça com Hepburn, pediu-a em casamento. A atriz contracenou no filme Guerra e Paz (War and Peace, 1956). Os dois fizeram um casal, em que Audrey interpretava uma aristrocrata russa, que se apaixona pelo princípe da Rússia André (Ferrer).
Hepburn casou-se duas vezes, primeiro ao ator americano Mel Ferrer, e logo a um psicólogo italiano Andrea Dotti. Ela teve um filho com cada um – Sean em 1960 por Ferrer, e Luca em 1970 por Dotti.
Depois de nascimento dos filhos, ela abandonou a carreira no cinema. Ao final de sua vida, nomeada embaixadora da
UNICEF, trabalhou incansavelmente como voluntária para causas infantis.
Além de um rosto bonito, Audrey era uma mulher humilde, gentil e charmosa, que preferia cuidar dos outros a seu redor do que de si mesma. É considerada a eterna "bonequinha de luxo". Faleceu aos 63 anos, de
câncer no útero.

A FEITICEIRA...Elizabeth Montgomery

Elizabeth Victoria Montgomery nasceu em Los Angeles, Califórnia, no dia 15 de abril de 1933, filha do ator Robert Montgomery e da atriz Elizabeth Allen. Ela e seu irmão mais novo, apelidado carinhosamente de Skip (Robert Montgomery Jr. - nascido em 1936) tiveram uma infância privilegiada, por serem ricos e filhos de famosos atores de Hollywood.
Em 1950, sua família mudou-se para Nova Iorque, onde seu pai iniciou um programa próprio de televisão chamada Robert Montgomery Presents. Quando os Montgomerys se divorciaram em dezembro daquele mesmo ano, Elizabeth ficou primeiramente na casa de sua mãe, mas subseqüentemente mudou-se para a casa de seu pai e a segunda esposa dele. Entrou para a Spence School, outra escola educacional exclusivamente da alta classe novaiorquina formando-se em 1951 e logo em seguida matriculou-se na American Academy of Dramatic Art.
Durante as filmagens de Johnny Cool, acabou apaixonando-se pelo diretor do filme, Willian Asher . Juntos iniciaram um projeto que culminou com a criação da série Bewitched (A Feiticeira)
Ela era uma mulher jovem, vivaz e bonita. Ele era uma figura enérgica e forte. Dessa união nasceram três crianças, Robert, William e Rebecca. Por duas vezes, a gravidez de Elizabeth, em meio as filmagens da série, justificaram o surgimento dos personagens Tabitha e Adam. Juntos eles foram responsáveis pela criação de Samantha Stephens, uma feiticeira que se casa com um mortal. A feiticeira teve oito temporadas apresentadas pela rede ABC. O elenco recebeu várias indicações ao Emmy e outros prêmios. A magia da série A Feiticeira terminou em 1972.
Depois do encerramento de A Feiticeira, Asher foi trabalhar em outra emissora em um novo projeto e Elizabeth viajou para a Europa. Antes do final do ano de 1973, também terminava seu matrimônio de quase dez anos com Asher. Um ano depois já estavam legalmente divorciados.
Voltou a atuar novamente na televisão em Mrs. Sundance. Durante as filmagens conheceu o ator Robert Foxworth e os dois logo se apaixonaram. Nervosa com um quarto casamento, Elizabeth preferiu simplesmente viver junto com ele. Também neste mesmo ano , 1974, fez A Case of Rape, onde foi aclamada pela crítica especializada, na qual representava uma vítima de estupro e onde recebeu uma indicação ao Emmy.
No dia 28 de janeiro de 1993, depois de viver quase 20 anos juntos, Elizabeth e Robert Foxworth casaram-se numa cerimônia íntima e muito simples. Na primavera de 1995, durante as filmagens de um outro filme para a televisão Deadline For Murder: From the Files of Edna Buchanan, Elizabeth começou a sentir-se fatigada. Ela procurou procurou um médico e diagnosticada como acometida por um câncer de cólon, já em estado bem avançado. Poucas semanas depois, no dia 18 de maio de 1995, Elizabeth faleceu junto ao seu marido Foxworth, seus filhos em sua próprio quarto, em Beverly Hills. Ela tinha 62 anos.

OS FAMOSOS OLHOS VIOLETA

ELIZABETH TAYLOR Elizabeth Taylor nasceu em Londres no período em que seus pais, americanos, eram responsáveis por uma Galeria de Arte naquela cidade. Em 1939, pouco antes do início da 2ª Guerra Mundial, seus pais retornaram aos EUA onde se estabeleceram em Los Angeles.
Sua beleza logo chamou a atenção dos caçadores de talento. Ao se submeter a um teste nos Estúdios da Universal Pictures, os executivos da Empresa ficaram impressionados com ela e a contrataram, de modo que, com apenas 10 anos de idade, estreou no cinema com o filme "There's One Born Every Minute".
No ano seguinte, 1943, contratada da MGM, Liz iniciou sua escalada para o sucesso com o filme "A Força do Coração". Embora com uma longa filmografia, seu período áureo estendeu-se de 1951 a 1968, tendo sido a primeira atriz a ganhar US$ 1 milhão pela atuação num filme. Tal fato ocorreu quando da realização de "Cleópatra", em 1963. Durante esse período, foi agraciada com 2 Oscars de Melhor Atriz por suas atuações em "Disque Butterfield 8", de 1960, e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?", de 1966, sendo ainda indicada ao mesmo prêmio da Academia por seus trabalhos em "A Árvore da Vida", de 1957, "Gata em Teto de Zinco Quente", de 1958 e "De Repente No Último Verão", de 1959.
Conhecida internacionalmente por sua beleza, especialmente por seus olhos violetas, foi desejada por muitos homens, tendo sido casada com Conrad Hilton Jr., herdeiro de uma famosa cadeia de hotéis (06/05/1950 à 01/02/1951), Michael Wilding, ator (21/02/1952 à 30/01/1957), Michael Todd, produtor (02/02/1957 à 22/03/1958), Eddie Fisher, ator (12/05/1959 à 06/03/1964), Richard Burton, ator (15/03/1964 à 26/06/1974 e 10/10/1975 à 01/08/1976), John Warner, senador (04/12/1976 à 07/11/1982) e Larry Fortensky, construtor (06/10/1991 à 31/10/1996), de quem se encontra divorciada.
Na década de 70, tornou-se viciada em drogas, fazendo filmes ocasionalmente. Ao terminar seu casamento com o senador Warner, internou-se na Betty Ford Clinic, em mais uma tentativa de se curar de seus vícios. Foi durante esse período de recuperação, que conheceu Larry Fortensky, com quem se casaria mais tarde.
Em 1985, com a morte de seu grande amigo, o ator homossexual Rock Hudson, Elizabeth Taylor iniciou uma cruzada em favor dos portadores de Aids.

A DAMA DO TEATRO


CACILDA BECKER IACONIS
Nasceu Pirassununga, 6 de abril de 1921 e faleceu em São Paulo, 14 de junho de 1969 foi uma atriz brasileira, um dos maiores mitos dos palcos nacionais.
Filha do
imigrante italiano Edmondo Iaconis, Cacilda tinha apenas nove anos quando seus pais romperam o casamento e sua mãe viu-se obrigada a criar três filhas sozinha, uma delas a também atriz Cleyde Yáconis. Por este motivo, fixaram-se na cidade de Santos, onde Cacilda ainda jovem freqüentou os círculos boêmios e mais vanguardistas, já que por ser filha de pais pobres e separados não podia estabelecer amizade com pessoas da alta sociedade.
Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em
1948. Neste ano, Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia- TBC, para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser diletante
Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no
Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes (Luz dos Meus Olhos em 1947 e Floradas na Serra, em 1954) e uma telenovela (Ciúmes, em 1966), na TV Tupi além de outras participações em teleteatros na televisão, foi Cacilda quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça Esperando Godot no começo de 1969.
Cacilda provocava paixões avassaladoras e teve três maridos. Durante a apresentação do espetáculo
Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, na capital paulista, em 6 de maio de 1969, Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem. Morreu após 38 dias de coma e foi enterrada no Cemitério do Araçá, com a presença de uma multidão de admiradores.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

RAINHA VICTORIA ...A NOIVA DE BRANCO


Alexandrina Victoria Hanover nasceu em 24 de Maio 1819 e faleceu em 22 de Janeiro 1901, da Casa de Hanôver, foi Rainha do Reino Unido de 1837 até a morte, sucedendo ao tio o rei Guilherme IV. A incorporação da Índia no Império Britânico em 1877 conferiu a Vitória o título de Imperatriz da Índia.
O reinado de Vitória foi o mais longo, até à data, da história do
Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Este período foi marcado pela Revolução Industrial e por grandes mudanças a nível económico, político, cultural e social.
Vitória era filha do príncipe
Eduardo, Duque de Kent e da princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld, sendo neta do rei Jorge III do Reino Unido por parte do pai. Baptizada com o nome Alexandrina Vitória, a família tratava-a informalmente como Drina. A então princesa Vitória de Kent tornou-se politicamente relevante com a morte em 1830 do tio Jorge IV, sucedido por Guilherme IV também sem filhos.
Conta-se que Vitória estava apaixonada pelo primo, o príncipe
Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, e assim tomou a iniciativa de pedi-lo em casamento (visto que na época, ninguém poderia fazer tal pedido a uma rainha). Ele aceitou. Foi a primeira vez que se teve notícias de alguém casar por amor. Vitória era ousada e acrescentou ao traje nupcial algo proibido para uma rainha na época - um véu e escolheu um modelo de cetim branco debruado de flores de laranjeira. A tendência logo se espalhou entre as nobres e mulheres de classe alta, que antes preferia vestidos coloridos, que poderiam ser usados em outras ocasiões .Nascia aí um costume que atravessaria o tempo e daria a Vitória o reconhecimento de trazer para a nossa época o amor, para unir um homem e uma mulher...

O LUXO NÃO ESTÁ NA RIQUEZA E NO EXCESSO DE ENFEITES, MAS NA AUSÊNCIA DE VULGARIDADE


No mes passado, o mito Greta Garbo faria 103 anos , mas um mito nunca envelhece, somente nós reles mortais .
Falar de Greta Garbo ou de sua beleza e redundante mas falarei de um episodio interessante, de uma pessoa reclusa e com complexos.
Greta Garbo recusava-se terminantemente a dar autógrafos, fosse pra quem fosse, por achar que sua letra era feia, e por achar que essas pessoas se diminuíam, se colocavam numa posição subserviente de pedintes e ela não suportava nem poderia incentivar isso. Uma rara exceção à regra aconteceu em 1928, no dia de seu regresso a Nova Iorque depois de sua primeira viagem à Suécia em três anos. Hubert Voight, publicitário da MGM, tinha dado um crachá para uma menina de 10 anos que havia feito um álbum com centenas de fotos e recortes de jornais sobre Garbo. Pálida de emoção, a garota entregou o álbum a Garbo, olhou agoniada para Voight, depois para Garbo, e caiu desmaiada no chão. Garbo ajoelhou-se ao seu lado e massageou-lhe as têmporas até que a menina voltasse a si. "Alguém me arranje uma caneta", ela disse e pela primeira vez em público deu seu autógrafo em letras garrafais na primeira página do álbum da menina. Se eu fosse essa menina ao ver o autografo desmaiaria novamente............

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CLARICE LISPECTOR




Visão de Clarice


Clarice
veio de um mistério, partiu para outro.

Ficamos sem saber a essência do mistério.
Ou o mistério não era essencial. Essencial era Clarice viajando nele.

Era Clarice bulindo no fundo mais fundo, onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.

O que Clarice disse, o que Clarice viveu para nós
em forma de história
em forma de sonho de história
em forma de sonho de sonho de história
(no meio havia uma barata ou um anjo?)
não sabemos repetir nem inventar.
São coisas, são jóias particulares de Clarice,
que usamos de empréstimo, ela é dona de tudo.

Clarice não foi um lugar comum.
Carteira de identidade, retrato.
De Chirico a pintou? Pois sim.
O mais puro retrato de Clarice
só se pode encontrá-lo atrás da nuvem
que o avião cortou, não se percebe mais.

De Clarice guardamos gestos. Gestos,
tentativas de Clarice sair de Clarice
para ser igual a nós todos
em cortesia, cuidados materiais.
Clarice não saiu, mesmo sorrindo.
Dentro dela o que havia de salões, de escadarias,
de tetos fosforescente e longas estepes e
zimbórios e pontes do Recife em brumas envoltas
formava um país, o pais onde Clarice vivia,
só e ardente, construindo fábulas.

Não podíamos reter Clarice em nosso chão
salpicado de compromissos. Os papéis, os
cumprimentos falavam em agora em edições,
possíveis coquetéis à beira do abismo.
Levitando acima do abismo Clarice riscava
um sulco rubro e cinza no ar e fascinava-nos.

Fascinava-nos apenas.
Deixamos para compreendê-la mais tarde.
Mais tarde, um dia...saberemos amar Clarice.

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BETTE DAVIS FASCINAVA COM OS OLHOS


Bette Davis, nome artístico de Ruth Elizabeth Davis, nasceu em Lowell, Massachussets, 5 de Abril de 1908 e faleceu em Neuilly, 6 de outubro de 1989) foi uma atriz norte-americana de cinema, televisão e teatro.
Após alguns anos trabalhando no teatro, Davis mudou-se para
Hollywood em 1930, onde interpretou papéis menores em cinco filmes da produtora Universal Studios. Em 1932, por influência do ator veterano George Arliss, seu antigo professor de interpretação, ela foi contratada pela Warner Bros., onde permaneceu até 1950, tornando-se uma das mais populares atrizes da época.
Primeira atriz a receber dez indicações ao Oscar, Davis foi vencedora de duas estatuetas, por Perigosa (1935) e Jezebel (1938). Ao lado do ator
John Garfield, fundou e comandou a Hollywood Canteen, que angariava fundos e entretia soldados norte-americanos durante a segunda guerra mundial. Davis foi a primeira mulher a presidir a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Davis, que não se ajustava ao ideal de beleza de Hollywood, mas que veio a fascinar pela expressividade de seus olhos, interpretou brilhantemente a mulher emancipada, muitas vezes autoritária, que personificava a bad girl sem escrúpulos. Em seus freqüentes confrontos com os executivos dos estúdios, a atriz conseguiu impor seu direito à escolha dos filmes, um privilégio pouco usual na época. Os papéis em que Bette Davis representou personagens com personalidades próximas do absurdo (O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, de 1962) contam-se entre as suas mais convincentes interpretações, impressionantes do ponto de vista psicológico.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

TROY DONAHUE UM FIM TRISTE...


Troy Donahue. Ator de Hollywood, popular entre o público adolescente no final dos anos 50 e começo dos 60, em filmes açucarados como Amores Clandestinos,onde contracenou com Sandra Dee e Dorothy McGuire, em Candelabro Italiano, nesse filme passeava seu glamour pela Itália a bordo de uma vespa, com Suzanne na garupa e ao som da musica AL DI LÁ. O filme também serve para relembrar de coisas do começo dos anos 60 dede as roupas e penteados.
Suzanne e troy se casaram depois , na vida real. O ator de 30 filmes chegou a fazer uma ponta em O Poderoso chefão II. O declínio o levou as drogas e ao álcool, vivendo um tempo junto com os sem tetos no Central Park em Nova York. Donahue faleceu aos 65 anos em setembro de 2001.

ANDY WARHOL MAIS QUE 15 MINUTOS DE FAMA...







Andy Warhol, considerado avatar da Pop Art, artista plástico, diretor de cinema, figura controvertida foi um dos primeiros grandes artistas americanos a se declarar abertamente gay. A imagem pouco convencional, projetada tanto na obra como na pessoa pública, bateu de frente com a postura machista que caracterizou a arte da década de 50. Nasceu no dia 6 de agosto de 1928 em Pittsburgh, Pennsylvania, filho caçula de Andrej (Andrew) Warhola e Julia Warhola, oriundos da atual República Tcheca. O sobrenome original, Varchola, foi modificado depois da imigração. Foi batizado na Igreja Católica Bizantina e teve dois irmãos: John e Paul. Estudou no Liceu de Schenley e no Museu Carnegie (hoje Carnegie Melon University). Desde cedo mostrou talento para desenho e pintura. A família juntou suas economias para enviá-lo ao Instituto de Tecnologia Carnegie. Os resultados com o curso renderam-lhe um prêmio, a exposição dos trabalhos e uma menção honrosa em desenho. No entanto,o jovem artista sempre teve grande dificuldade para se expressar. Seu inglês era deficiente, já que a mãe, com quem convivia direto, só falava tcheco.Nesta altura da vida, Andrew Jr. foi acometido da "Dança de São Guido", ou Coréia, uma afecção neurológica, seqüela de febre reumática, na qual o paciente tem movimentos espasmódicos incontroláveis, trejeitos faciais (caretas) e cuja recuperação demora meses.Uma outra seqüela, a despigmentação de partes da pele, também se fez presente, potencializando a já natural timidez. Andrew aproveitou o tempo que passou deitado para desenhar, ouvir radio e colar fotos de artistas de cinema em volta da cama.Mais tarde, reconheceria que esta pausa, durante a convalescença, teria sido muito importante para aprimorar sua personalidade e formar "o esqueleto" do que viria a ser sua obra.A mudança para Nova York - junho de 1949 - à procura de emprego foi o começo de uma carreira bem sucedida como ilustrador. Foi contratado pela revista Glamourpara desenhar sapatos e, em seguida, ilustrou anúncios (teria sido um diretor de arte, no organograma das agência de publicidade) para revistas como a Vogue e a Harper's Bazaar, capas de livros e cartões de agradecimento, já com o novo nome maissofisticado:Andy Warhol. Tornou-se amigo de Jasper Johns e Robert Rauschenberg, os mesmos que, mais tarde, ficariam constrangidos com seu jeito gay. Vivia paparicado por uma espécie de séqüito, que participou dos experimentos em cinema na "Factory Films".Figuras importantes do underground americano estrelaram os filmes de Warhrol, já tornado uma celebridade, aparecendo em jornais e revistas de fofocas e cercado de escritores, músicos e artistas plásticos.São deste período os quadros encomendados da Sopa Campbell e da Coca Cola e representações de famosos como Marilyn Monroe, Mao Tse-Tung, Troy Donahue,Jacqueline Kennedy, Elizabeth Taylor, Che Guevara, Elvis Presley, notas de dólar, imagens reproduzidas das seções policiais, cães da polícia atacando militantes dos direitos civis, fotos de crimes. Produzia em série, massificava as personalidades.Declarou que desejava ser uma máquina de fazer arte. E foi. SobreviventeEm junho de 1968, Valerie Solanas, uma freqüentadora da Factory e feminista revoltada, entrou no estúdio de Warhol e disparou 3 tiros contra ele. O pintor, que chegou em estado muito grave ao hospital e ficou mais de dois meses internado, jamais se recuperou dos ferimentos e sangrava ao menor esforço.Deu mais uma guinada na vida - apoiou artistas em início de carreira, escreveu sua biografia "The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again), apresentou programas na televisão, dedicou-se ao abstracionismo e ao expressionismo, criando a série de pinturas - "Oxidation" (Oxidação).Com Gerard Malanga, criou a revista de fofocas "Interview", publicada até hoje. O estilo Andy Warhol é instantaneamente reconhecido e, ultrapassando os famosos 15 minutos de fama que previa para cada cidadão no futuro, pode ser encontrado nos inúmeros sites na internet, que ensinam como reproduzi-lo, usando o Adobe Photoshop.. Funeral PerformáticoAndy Warhol era católico bizantino praticante e atendia, como voluntário, moradores de rua de Nova York. Ia à missa quase todos os dias, segundo o pároco da Saint Vincent's, igreja que freqüentava. Morreu dormindo, aos 58 anos, em conseqüência de um ataque cardíaco, em 22 de fevereiro de 1987, após uma cirurgia para extirpar a vesícula.No caixão de bronze com detalhes dourados, Warhol vestia um terno de cashmere preto, gravata elegante, peruca platinum blonde e óculos de sol. As mãos seguravam um livro de preces e uma rosa vermelha. O enterro foi no St. John the Baptist Byzantine Catholic Cemetery, nos arredores de Pittsburgh. Antes do caixão baixar à sepultura, Paige Powell jogou um exemplar e uma T-shirt da Interview e um frasco do perfume "Beautiful", de Estee Lauder.

domingo, 23 de maio de 2010

WARIS DIRIE A FLOR DO DESERTO




A denúncia de mutilação genital das mulheres somalis é o grandioso objetivo Waris Dirie (seu nome significa Flor do Deserto). A modelo africana Waris Dirie, atravessa as fronteiras da Somália e mostra ao mundo o lado grotesco de sua cultura. Waris conta que foi mutilada aos cinco anos de idade, numa espécie de rito de passagem.O relato impactante mostra a crueldade e o preconceito aos quais são submetidas as meninas somalis. Seus clitóris são extirpados com objetos rudimentares, como facas, tesouras e lascas de pedras, sem preocupação com higiêne, pondo em risco milhares de vidas ( suas irmãs nao resistiram as infecções e morreram qdo pequenas). A cultura de seu país atribui à genitália feminina o estigma do mal, por isso toda filha mulher é submetida a ritual de mutilação. A modelo relata sua saga pelo deserto da Somália, fugindo da tirania do pai, cuja mentalidade cultural, permite não só a mutilação, como a escolha do marido para a filha, que na época havia escolhido um homem de 60 anos para casar-se com ela. A menina Waris foge,ainda sangrando para Mogastício a pé, enfrentando animais selvagens e areias escaldantes por 500Kms. A provação de Waris é recompensada em parte, fora do seu país e longe das imposições de sua cultura, ela se torna uma modelo conhecida internacionalmente, o que lhe permite denunciar ao mundo a bárbarie a que são submetidas as mulheres somalis.Hoje Waris é embaixadora da ONU e responde por assuntos que denunciam a crueldade contra as mulheres de seu país.
Waris Dirie nasceu em 1965 e buscou seu sonho de ser "livre" e de torna-se modelo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

IRMÃOS VILAS-BOAS

42 ANOS DE UMA LUTA EM FAVOR DOS VERDADEIROS DONOS DO BRASIL




Os Irmãos Vilas-Boas, Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1998) e Leonardo Vilas-Boas (1918-1961), foram importantes sertanistas brasileiros.



O mundo estava em plena Segunda Grande Guerra, falava-se até na declaração de uma alta autoridade européia que teria proposto ocupar os vazios do Brasil Central com as populações excedentes da Europa, já que a tônica da guerra era o espaço vital. Isso serviu para que tomasse vulto os planos de mudança da capital do país, localizada numa cidade litorânea, como era o caso do Rio de Janeiro, para o Brasil Central.

Assim, pode-se dizer que uma série de fatores ensejou a Marcha para o Oeste, todos relacionados com o contexto beligerante de então.


Expedição, década de 1940.Orlando, Cláudio e Leonardo tomaram parte desde as primeiras atividades da vanguarda da Expedição Roncador-Xingu criada pelo Governo Federal no início de 1943 com o objetivo, então, de conhecer e desbravar as áreas mostradas em branco nas nossas cartas geográficas. O índio apareceria, mais tarde, diante da Expedição como um "obstáculo".

Posteriormente foram designados chefes da Expedição. Em face disso foram acelerados todos os trabalhos em andamento, possibilitando assim que fosse vencida a grande e difícil etapa Rio das Mortes - Alto Xingu. A segunda etapa, ainda mais longa Xingu - Serra do Cachimbo - Tapajós, deixou no roteiro uma dezena de campos de pouso. Alguns desses campos - Aragarças, Xavantina, Xingu, Cachimbo, e Jacaréacanga, foram mais tarde transformados em Bases Militares e em importantes pontos de apoio de rotas aéreas nacionais e transcontinentais pelo Ministério da Aeronáutica. Outros campos intermediários como o Kuluene, Xingu, Posto Leonardo Vilas-boas, Diauarum, Telles Pires e Kren-Akôro, tornaram-se Postos de assistência aos índios.

Leonardo, Cláudio e Orlando foram os principais idealizadores e participaram do grupo integrado pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, Heloísa Alberto Torres – então diretora do Museu Nacional, Café Filho - então vice-presidente da República, brigadeiro Raimundo Vasconcelos de Aboim, Darcy Ribeiro e José Maria da Gama Malcher - diretor do Serviço de Proteção aos Índios, que, pleiteou ao presidente da República a criação do Parque Nacional do Xingu. A criação desse parque visava preservar a fauna e a flora ainda intocada da região, assim como, principalmente, resguardar as culturas indígenas da área. Dessa reunião também participou o médico sanitarista Noel Nutels.


Orlando e Cláudio Vilas-boas.Como decorrência dos esforços envidados pelos irmãos Vilas-boas e pelo auxílio das personalidades citadas, foi criado, em 1961, o Parque Nacional do Xingu, a mais importante reserva indígena das Américas.

No que tange à fauna e à flora, a reserva procuraria guardar para o Brasil futuro um testemunho do Brasil do Descobrimento, considerando-se a descaracterização violenta pela qual vem passando as nossas reservas naturais. Ali, a reserva mostraria ao Sul os últimos descampados e cerrados do Brasil Central - para através de uma transição busca, mostrar ao Norte, com toda a exuberância, a Hiléia Amazônica caracterizada pelas seringueiras, cachoeiras, castanheiras e as gigantescas samaumeiras.Por fim, cabe registrar que no roteiro das Expedição Roncador-Xingu, órgão da vanguarda da Fundação Brasil Central, em toda a sua extensão entre os Rios Araguaia e Mortes, Mortes e Kuluene (região da Serra do Roncador), Kuluene-Xingu (abrangendo extenso vale), Xingu-Mauritsauá (cobrindo ampla região do Rio Teles Pires ou São Manuel, alcançando, ainda, a encosta e o alto da Serra do Cachimbo, nasceram mais de quarenta municípios e vilas, quatro bases de proteção de vôo do Ministério da Aeronáutica, dentre as quais se destaca a Base da Serra do Cachimbo.


A permanência efetiva dos irmão Vilas-boas na área do sertão foi de 42 anos.

Declínio da política indigenista
Depois de 45 anos defendendo a política indigenista, nascida da experiência do grande humanista Marechal Rondon, de que o índio só sobrevive na sua própria cultura, foi dispensado através de comunicação por fax do órgão do qual foi um dos fundadores: Fundação Nacional do Índio, a Funai. O fato causou grande reação da opinião pública, principalmente por cartas de leitores publicadas nos mais importantes jornais do Brasil.

Leonardo, o mais jovem, faleceu em 1961, Cláudio, o mais estudioso faleceu em 1998 e Orlando o mais velho faleceu em 2002.


Espalhados em pequenos grupos por este imenso País, destituídos da pujança do passado, perseguidos e incompreendidos ainda pela grande maioria da população CIVILIZADA os indios não passam de diminutas "ilhas humanas" cercada de inimigos de todos os lados. (irmãos Vilas-Boas)