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sábado, 5 de abril de 2014

Morre o ator José Wilker




 

O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) em sua casa no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se que ele tenha sofrido um infarto.
A última participação do ator em novelas foi em 2013, em "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele interpretou o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseado no livro "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.
Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.
Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
 
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.
Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pelo espetáculo "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", de Fernando Arrabal, foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela.
Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: fio Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo Mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de Baixo" (1996) e as novelas "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e Caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo Santo" (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye Bye, Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende.
Wilker também se destacou em minisséries como "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A Muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Breve resumo da história da moda até os dias de hoje




Desde os primórdios do mundo, o universo da moda sempre foi restrito a uma pequena parcela da sociedade. Primeiramente, apenas os reis e à alta nobreza ao entorno do trono tinham acesso aos privilégios “fashions”. Em formato diferenciado do que vemos hoje, os tecelões apresentavam apenas o tecido e um esboço de como seria a vestimenta.

Os desfiles como conhecemos hoje surgiram em meados do século XIX, quando o costureiro inglês Charles Frederick Worth, considerado o “Pai da alta costura”, passou a utilizar homens e mulheres na apresentação de suas peças. Além disso, ele também criou o conceito de coleções, lançando sucessivamente novas linhas, promovendo a mudança nas tendências e a valorização do novo.
Mesmo com as modificações criadas por Worth, o acesso à moda continuou restrito à alta sociedade. Dessa vez não a reis, mas sim a poucos clientes, que formavam a burguesia da época.





Já próximo ao final do século XX, o acesso à moda teve uma pequena brecha. O universo fashion passou a ganhar parte da atenção da imprensa. Jornais, revistas e televisão faziam uma ponte entre as tendências, os luxuosos desfiles e o restante da sociedade, que mesmo sem pronto acesso, relatava paixão pelo assunto.

Após os anos 2000, com o potencial econômico do setor alavancado, o mundo da moda tornou-se mais um holofote midiático. Desfiles televisionados, modelos fotográficos, informações dispostas na internet – o acesso a esse universo foi praticamente instantâneo.

A internet possibilitou que a moda estivesse acessível a todos, sendo possível até acompanhar a desfiles em tempo real durante a Semana de Moda de Nova York ou apenas o lançamento de uma coleção no Sul da França.















Entretanto, outra barreira surgiu entre os aficionados e a moda: o direito de criar. Mesmo com tanta evolução tecnológica e espaços na mídia, o poder de criar modelos, gerar tendências ainda era destinado a poucos. Apenas estilistas de renome, grandes grifes, poderios financeiros. Mais uma vez o acesso voltava a ser extremamente restrito.

Foi então que a evolução da internet passou a funcionar em prol da popularização do mundo da moda. Primeiro vieram os blogs – cada vez mais amantes da moda passaram a falar abertamente sobre o assunto. Como se fosse um diário virtual, os blogueiros fashionistas davam pitacos e opinavam sobre as tendências.

Eis que surgiu a web 2.0, com as fantásticas redes sociais e conteúdo colaborativo. Ou seja, conteúdo formado pelo próprio usuário, pessoas reunidas em um único ambiente debatendo um assunto em comum: moda. Milhares de internautas criando, com possibilidade de gerar tendências, apresentando seus modelitos, discutindo suas criações com outros fashionistas.

Esse universo de acesso à moda, jamais imaginado por tecelões e reis ou até mesmo Charles Worth, chegou ao público e pra valer. Após trilhar caminhos árduos, privação para alta sociedade e potenciais econômicos, a moda precisa hoje apenas do desenvolvimento tecnológico. A internet conseguiu o imprevisível: a democratização da moda.









Mitzah Bricard A musa da Dior

Conheça






Mitzah Bricard









No mundo da moda, uma musa deve ser uma inspiração, tanto de criação, como de consumo – principalmente para estimular o desejo nas pessoas. Mitzah Bricard era exatamente isso quando estava ao lado de Christian Dior em 1946, ano em que ele abriu sua casa de costura. “Madame Bricard é uma dessas pessoas, cada vez mais raras, que fazem da elegância sua única razão de viver”, disse o estilista em sua autobiografia, Dior by Dior.

Oficialmente, Mitzah era responsável pelos chapéus da marca, mas estava diretamente relacionada com o New Look da Dior, ainda mais por ser a musa inspiradora do estilista. Ela tinha o dom de pegar algo extremamente simples e transformar numa coisa declaradamente fashion.
“Quando um homem disser que quer te mandar flores, diga que seu florista é Cartier”, falava Mitzah Bricard, que na verdade nasceu como Germaine Louise Neustadt, em Paris, no dia 12 de novembro de 1900, filha de mãe inglesa e pai austríaco. Até hoje ninguém sabe por que ela adotou o nome Mitzah. Ela chegou a ser casada com um diplomata romeno, mas mantinha alguns casos extra-oficiais.







A musa da Dior nunca era vista sem seu turbante, algumas pérolas penduradas, salto alto e, principalmente, nunca tirava o lenço de chiffon com estampa de leopardo que usava estilosamente amarrado no pulso, supostamente para esconder uma cicatriz.

De acordo com ele, Mitzah era a expressão mais marcante do chique, além de ser sua grande desafiadora: “Sua presença em minha casa me inspira além da criação, tanto suas reações – e até mesmo suas revoltas – contra minhas ideias, quanto suas concordâncias”. Dior não conseguia criar sem Mitzah Bricard por perto. Ela despertava nele uma nostalgia das mulheres de sua infância, com perfumes exóticos, enroladas em peles luxuosas e brilhando com diamantes enormes.

A fissura de Mitzah por estampa de leopardo é uma forte influência nas criações da Dior até os dias de hoje. Em 2009 Mitzah foi novamente a musa inspiradora da Dior, desta vez pelas mãos de John Galliano, que fez uma coleção inteiramente dedicada a ela. Em 2011 foi homenageada novamente com uma paleta de sombras da marca que leva seu nome. Além da estampa jungle, Mitzah também foi a responsável pela presença de uma tonalidade de lilás na cartela de cores da Dior.







Veja abaixo a coleção que John Galliano fez para homenagear a Musa da Dior, Mitzah Bricard. A silhueta é dos anos 50, extremamente elegante, repleto com a estampa jungle e com muitos looks no tom de lilás que era o favorito de Mitzah















VEJA MAIS NO SITE DA DIOR.....................































































































































sexta-feira, 15 de abril de 2011

“Nunca odiei um homem ao ponto de devolver meus diamantes” ZSA ZSA GABOR


LOS ANGELES, Inglaterra - A atriz Zsa Zsa Gabor foi levada às pressas para o hospital depois de saber da morte de Elizabeth Taylor e, dizendo-se inconsolável com a notícia, declarou: "eu sou a próxima", informou o porta-voz da artista nesta quinta-feira. A estrela de 94 anos, que teve sua perna direita parcialmente amputada em janeiro, passou a quarta-feira no Centro Médico Ronald Reagan de Los Angeles, para onde foi levada depois que soube da morte de Liz Taylor. "Ela recebeu a morte de Elizabeth Taylor muito mal", explicou o porta-voz, John Blanchette, acrescentando que a pressão da atriz subiu perigosamente. "Ela estava vendo o noticiário ontem de manhã e ficou inconsolável. Ela disse para o marido: 'As celebridades sempre morrem em três, a Jane Russell já foi, agora foi a Elizabeth, a próxima sou eu", explicou a atriz, que foi recebeu alta à noite e voltou para casa. Gabor e Taylor eram amigas e vizinhas no luxuoso bairro de Bel Air. Gabor ficou paralisada parcialmente após um acidente de carro em 2002, e sofreu um derrame em 2005. Em julho de 2010, foi hospitalizada após cair e quebrar o quadril. Ela sofreu uma cirurgia de substituição do quadril, mas sofreu mais complicações, incluindo um coágulo, razão pela qual precisou realizar outra cirurgia. Durante mais uma permanência no hospital, em agosto, Gabor chamou um padre para realizar a extrema-unção, e então deixou o hospital no dia seguinte insistindo que queria voltar para casa. Gabor é conhecida pela intensa vida afetiva e social, com nove casamentos com celebridades, entre elas o conde Felipe de Alba e Conrad Hilton, herdeiro do império hoteleiro. É casada há 24 anos com Frederic von Anhalt.

quarta-feira, 23 de março de 2011

EM MINHA VIDA, PRECISEI DE ESTRELAS PARA ILUMINA-LA, E VEJO QUE MINHAS ESTRELAS NÃO ESTÃO SE APAGANDO, ESTÃO VOLTANDO DE ONDE VIERAM...



A atriz britânica Elizabeth Taylor morreu nesta quarta-feira (23) aos 79 anos por problemas cardíacos. Internada no início do mês passado no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, a estrela hollywoodiana se tratava há semanas. Michael Wilding, um dos filhos da atriz, divulgou um comunicado: "Sempre seremos inspirados por sua contribuição ao mundo".

Apesar da internação e de complicações recentes, a condição de Taylor era considerada estável e se esperava que a atriz se recuperasse e pudesse voltar para casa. Em 2009, Taylor havia sido submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica.

Uma porta-voz confirmou que Taylor estava acompanhada por seus filhos – além de Michael, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton. Ela deixa 10 netos e quatro bisnetos.

Liz Taylor ficou conhecida em todo o mundo por sua beleza estonteante, seu talento e seus dramas na vida real. Considerada uma das últimas divas da antiga Hollywood, a atriz começou a atuar ainda pequena, sendo reconhecida com Oscar ao longo de sua carreira, por "Disque Butterfield 8", em 1961, e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", em 1967, além de ter obtido outras três indicações – em 1958, por "A Árvore da Vida"; em 1959, por "Gata em Teto de Zinco Quente"; e em 1960, por "De Repente, No Último Verão". A eterna Cleópatra teve sete maridos e se casou por oito vezes (duas com Richard Burton), além de posar ao lado de diversos namorados e amantes. Lutou por anos contra a dependência das drogas e do álcool e dos distúrbios alimentares.

terça-feira, 22 de março de 2011

INGRID BERGMAN


Nasceu na capital sueca, às 3:30 da madrugada do dia 29 de agosto de 1915, filha de mãe alemã e pai sueco. A sua mãe morreu quando tinha dois anos e pai, Justus Bergman, era um fotógrafo boémio que lhe transmitiu o amor pelo teatro.


Ingrid Bergman aos 14 anos.Ingrid entrou para a Real Escola de Arte Dramática de Estocolmo e antes de terminar o curso estreou no cinema, levada por um caçador de talentos. Em dois anos participou de nove filmes na Suécia.
Já famosa no seu país, Ingrid foi levada para Hollywood em 1939 para estrelar a versão de um dos seus mais bem sucedidos filmes suecos, "Intermezzo". A partir daí, o mundo inteiro rendeu-se a uma grande atriz que tinha um estilo próprio que em Hollywood alguns diretores e produtores definiam com um glamour ao ar livre, que fazia com que ela intrepretasse da mesma maneira vibrante tanto uma camponesa como uma princesa.

Bergman foi três vezes premiada com o Óscar, sendo duas como Melhor Atriz (principal) e uma como Melhor Atriz (coadjuvante/secundária). O primeiro Óscar veio em 1944 com "À Meia-Luz", o segundo em 1956 com "Anastácia, a Princesa Esquecida", e o terceiro em 1974 como uma solteirona retraída em "Assassinato no Orient Express". Participou em numerosos filmes, incluindo clássicos do cinema americano, como Casablanca, ou do italiano, como Stromboli.


Nasceu na capital sueca, às 3:30 da madrugada do dia 29 de agosto de 1915, filha de mãe alemã e pai sueco. A sua mãe morreu quando tinha dois anos e pai, Justus Bergman, era um fotógrafo boémio que lhe transmitiu o amor pelo teatro.


Ingrid Bergman aos 14 anos.Ingrid entrou para a Real Escola de Arte Dramática de Estocolmo e antes de terminar o curso estreou no cinema, levada por um caçador de talentos. Em dois anos participou de nove filmes na Suécia.
Cena do filme Por quem os sinos dobram.Casou-se em 1937 com Petter Lindström, com quem teve uma filha, Pia. Em 1949 divorciou-se e casou com o diretor italiano Roberto Rossellini, uma união que causou muita polémica, pois ambos eram casados quando se apaixonaram e abandonaram as respectivas famílias para viverem juntos. Essa paixão fez com que Ingrid fosse acusada de adúltera e de mau exemplo para as mulheres americanas e levou-a a ficar anos sem filmar nos Estados Unidos. Com Rossellini teve três filhos: Roberto e as gêmeas Isotta Ingrid e Isabella, hoje a atriz Isabella Rossellini. Esse casamento durou até 1957, quando se divorciaram. Foi casada com Lars Schmidt de 1958 até 1975, quando também se divorciou.

Morreu no dia do seu aniversário, com 67 anos, depois de lutar seis anos contra um câncer nos seios e de fazer duas mastectomias. Em uma entrevista um ano antes de falecer, Ingrid disse que se recusava a se render à doença e que por isso continuava a fumar e a beber vinho e champagne.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O PRETO.....O NEGRO......A AUSÊNCIA......


“ O preto é o início de tudo, o ponto de partida, a silhueta, o recipiente – e depois o conteúdo. Sem as suas sombras o seu relevo e a sua proteção, parecer-me-ia que as outras cores não existem. O preto é ao mesmo tempo a soma de todas as cores. É volúvel, cambiante, nunca é o mesmo. Existe um número infinito de tons de preto: o preto suave das roupas transparentes, o preto apagado e triste do crepe de luto, o preto nobre e profundo do veludo, o preto profuso do tafetá ou o preto forte da seda (faille), o preto esvoaçante do cetim, o preto oficial e alegre do verniz. O preto faz que a lã pareça carvão, dá ao algodão um ar rústico e confere aos tecidos novos um toque insinuante.
Não tenho relação com a neve, não gosto de leite, as noivas do meu desfile são coloridas. Só a caiadura deslumbrante das casas típicas do Mediterrâneo me abre o apetite pelo branco. Dou voltas, hipnotizo com os tons dourados e vermelhos. Dizem que essas cores juntamente com o preto são as cores da loucura (por isso, o realizador Ingmar Bergman pretendia uma casa vermelha em Lágrimas e Suspiros).
Deve acrescentar-se que o preto é um pilar do Sul, uma presença calmante, algo evidente: já falei com frequência sobre os matizes subtis do preto (como nos quadros de Frans Hals ou Velázquez), dos hábitos das freiras arlesianas da minha infância, aos quais o sol arranca reflexos diversos – afirmaria até que o preto tem um aroma que se liberta dos tecidos quando expostos ao sol. Podia dizer-se o mesmo do preto do touro, para cuja pele os aficionados entusiastas têm adjetivos poéticos.Ao contrário do branco, o preto é “penetrável”. Numa pequena mancha preta, há densidade, prazer, um mundo inteiro. E custa resistir ao preto de qualquer outra parte. Tem-se vontade de lhe tocar, de o espalhar com pincéis ou até mesmo com as mãos. O preto é tanto matéria como cor, é tanto luz como sombra (cujo hino supremo Barthes cantou). Não é triste, nem alegre, mas sim allure e elegância, perfeito e indispensável. Tal como a noite, é irresistível. As crianças não deviam temer o preto, porque se o seu mistério as assusta, é porque nele podem obter a resposta aos seus próprios segredos.” (
Christian Lacroix)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MADELEINE VIONNET




Madeleine Vionnet foi a primeira a utilizar o corte em viés para criar roupa. Até então esta técnica só tinha sido usada para fazer golas. Desenvolvia as suas criações num pequeno manequim de madeira, criando os cortes mais requintados a partir de formas básicas como quadrados e triângulos. Para conseguir cortar os vestidos em viés mandava fabricar os tecidos com dois metros de largura. Comparada a Chanel, Vionnet é ainda hoje uma desconhecida, talvez porque produzia Rolls Royces, enquanto Coco foi o Ford da moda.


Madeleine Vionnet (1876-1975)Foi o Glamour de Hollywood:criou vestidos de ombros desnudos, que abraçam o corpo como se fosse seda líquida.foi Inventora do corte em viés e dos drapeados,Trabalhou modelando seus desenhos numa boneca de madeira em vez que desenhá-los usou Seda, mousselina, cetim e veludo.pincipalmenteem Tons de branco, bordados rosa e nós estilizados (sustiam o tecido em pontos estratégicos para nao precisar de costura) utilizava Bordados na direção dos fios. Fechou a casa em 1939 Criou o Moulage (técnica de modelagem0

I LOVE LUCY......FOREVER


Lucille Désirée Ball nasceu em 6 de agosto de 1911 em Nova Iorque e faleceu em 26 de abril de 1989 em Los Angeles, foi uma atriz norte-americana.A popularidade de Lucille como comediante começou no cinema onde atuou com os Irmãos Marx em "Room Service", em 1938 e em "The Marines Fly High" com Fred Astaire em 1940.Em 1951, Lucille e seu marido, Desi Arnaz, financiaram um programa-piloto para uma série cômica na televisão. A CBS gostou da idéia e concedeu à Desilu, a produtora do casal, os eventuais lucros de repetição do seriado. Assim nas décadas seguintes o "I love Lucy" rendeu uma fortuna a seus criadores. Exportado para cerca de 80 países, até hoje esses episódios são apresentados na TV.Ela foi a primeira atriz a continuar a filmar os episódios de uma série de TV mesmo estando grávida. Ela convenceu os produtores a fazer com que sua personagem também engravidasse, e em 19 de janeiro de 1953 cerca de 44 milhões de espectadores acompanharam o parto de sua personagem, algumas horas depois que a atriz deu à luz ao seu filho, Desi Arnaz Junior.Ela e Desi Arnaz se divorciaram em 1960, mas a atriz se casou dois anos depois com o também ator Gary Morton que se tornou produtor da série.

FLORBELA ESPANCA


Florbela Espanca, nascida Flor Bela Lobo, (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em seu país, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino.Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em janeiro de 1931.

A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.Florbela Espanca

Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis.Florbela Espanca

Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente.Florbela Espanca

É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.Florbela Espanca

A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.Florbela Espanca

Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....Florbela Espanca

Fanatismo Minhálma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver!Não és se quer razão do meu viver,Pois que tu és já toda a minha vida!Não vejo nada assim enlouquecida...Passo no mundo, meu amor, a lerNo misterioso livro do teu serA mesma história tantas vezes lida!"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."Quando me dizem isto, toda a graçaDuma boca divina fala em mim!E, olhos postos em ti, digo de rastros:"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."Florbela Espanca

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!Amar só por amar: Aqui...além...Mais Este e Aquele, o Outro e toda a genteAmar!Amar!E não amar ninguém!Recordar?Esquecer?Indiferente!...Prender ou desprender?É mal?É bem?Quem disser que se pode amar alguémDurante a vida inteira é porque mente!Há uma Primavera em cada vida:É preciso cantá-la assim florida,Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!E se um dia hei-de ser pó,cinza e nadaQue seja a minha noite uma alvorada,Que me saiba perder... pra me encontrar...Florbela Espanca

Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdadeFlorbela Espanca

Nunca fui como todosNunca tive muitos amigosNunca fui favoritaNunca fui o que meus pais queriamNunca tive alguém que amasseMas tive somente a mimA minha absoluta verdadeMeu verdadeiro pensamentoO meu conforto nas horas de sofrimentonão vivo sozinha porque gostoe sim porque aprendi a ser só...Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar.Florbela Espanca

Aos olhos deleNão acredito em nada. As minhas crençasVoaram como voa a pomba mansa;Pelo azul do ar. E assim fugiramAs minhas doces crenças de criança.Fiquei então sem fé; e a toda a genteEu digo sempre, embora magoada:Não acredito em Deus e a Virgem SantaÉ uma ilusão apenas e mais nada!Mas avisto os teus olhos, meu amor,Duma luz suavíssima de dor...E grito então ao ver esses dois céus:Eu creio, sim, eu creio na Virgem SantaQue criou esse brilho que m'encanta!Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!Florbela Espanca

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!Florbela Espanca

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem... Sou um reflexo...um canto de paisagem Ou apenas cenário! Um vaivém Como a sorte: hoje aqui, depois além! Sei lá quem sou?Sei lá! Sou a roupagem De um doido que partiu numa romagem E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!... Sou um verme que um dia quis ser astro... Uma estátua truncada de alabastro... Uma chaga sangrenta do Senhor... Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados, Num mundo de maldades e pecados, Sou mais um mau, sou mais um pecador...Florbela Espanca

Sem remédio Aqueles que me têm muito amorNão sabem o que sinto e o que sou...Não sabem que passou, um dia, a DorÀ minha porta e, nesse dia, entrou.E é desde então que eu sinto este pavor,Este frio que anda em mim, e que gelouO que de bom me deu Nosso Senhor!Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!Sinto os passos de Dor, essa cadênciaQue é já tortura infinda, que é demência!Que é já vontade doida de gritar!E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,A mesma angústia funda, sem remédio,Andando atrás de mim, sem me largar!Florbela Espanca

Alma perdidaToda esta noite o rouxinol chorou,Gemeu, rezou, gritou perdidamente!Alma de rouxinol, alma da gente,Tu és, talvez, alguém que se finou!Tu és, talvez, um sonho que passou,Que se fundiu na Dor, suavemente...Talvez sejas a alma, a alma doenteDalguém que quis amar e nunca amou!Toda a noite choraste... e eu choreiTalvez porque, ao ouvir-te, adivinheiQue ninguém é mais triste do que nós!Contaste tanta coisa à noite calma,Que eu pensei que tu eras a minh'almaQue chorasse perdida em tua voz!...Florbela Espanca

AmigaDeixa-me ser a tua amiga, Amor,A tua amiga só, já que não queresQue pelo teu amor seja a melhor,A mais triste de todas as mulheres.Que só, de ti, me venha mágoa e dorO que me importa, a mim?! O que quiseresÉ sempre um sonho bom! Seja o que for,Bendito sejas tu por mo dizeres!Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...Como se os dois nascessemos irmãos,Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...Beija-mas bem!... Que fantasia loucaGuardar assim, fechados, nestas mãos,Os beijos que sonhei prà minha boca!...Florbela Espanca

TEUS OLHOS Olhos do meu Amor! Infantes loirosQue trazem os meus presos, endoidados!Neles deixei, um dia, os meus tesouros:Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.Neles ficaram meus palácios moiros,Meus carros de combate, destroçados,Os meus diamantes, todos os meus oirosQue trouxe d'Além-Mundos ignorados!Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas...Enigmáticas campas medievais...Jardins de Espanha... catedrais eternas...Berço vindo do Céu à minha porta...Ó meu leito de núpcias irreais!...Meu sumptuoso túmulo de morta!...Florbela Espanca

SaudadesSaudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!Florbela Espanca

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!Amar só por amar: Aqui...além...Mais Este e Aquele, o Outro e toda a genteAmar!Amar!E não amar ninguém!Recordar?Esquecer?Indiferente!...Prender ou desprender?É mal?É bem?Quem disser que se pode amar alguémDurante a vida inteira é porque mente!Há uma Primavera em cada vida:É preciso cantá-la assim florida,Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!E se um dia hei-de ser pó,cinza e nadaQue seja a minha noite uma alvorada,Que me saiba perder... pra me encontrar...Florbela Espanca

Eu ...Eu sou a que no mundo anda perdida,Eu sou a que na vida não tem norte,Sou a irmã do Sonho,e desta sorteSou a crucificada ... a dolorida ...Sombra de névoa tênue e esvaecida,E que o destino amargo, triste e forte,Impele brutalmente para a morte!Alma de luto sempre incompreendida!...Sou aquela que passa e ninguém vê...Sou a que chamam triste sem o ser...Sou a que chora sem saber porquê...Sou talvez a visão que Alguém sonhou,Alguém que veio ao mundo pra me ver,E que nunca na vida me encontrou!Florbela Espanca

AmigaDeixa-me ser a tua amiga, Amor,A tua amiga só, já que não queresQue pelo teu amor seja a melhorA mais triste de todas as mulheres.Que só, de ti, me venha magoa e dorO que me importa a mim? O que quiseresÉ sempre um sonho bom! Seja o que for,Bendito sejas tu por mo dizeres!Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...Como se os dois nascessemos irmãos,Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...Beija-mas bem!... Que fantasia loucaGuardar assim, fechados, nestas mãos,Os beijos que sonhei pra minha boca!Florbela Espanca

Sou talvez a visão que alguém sonhouAlguém que veio ao mundo prá me verE que nunca na vida me encontrouFlorbela Espanca

Alma perdidaToda esta noite o rouxinol chorou,Gemeu, rezou, gritou perdidamente!Alma de rouxinol, alma da gente,Tu és, talvez, alguém que se finou!Tu és, talvez, um sonho que passou,Que se fundiu na Dor, suavemente...Talvez sejas a alma, a alma doenteDalguém que quis amar e nunca amou!Toda a noite choraste... e eu choreiTalvez porque, ao ouvir-te, adivinheiQue ninguém é mais triste do que nós!Contaste tanta coisa à noite calma,Que eu pensei que tu eras a minh'almaQue chorasse perdida em tua voz!...Florbela EspancaFlorbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te anda perdida.Meus olhos andam cegos de te ver!Não és sequer razão do meu viverPois que tu és já toda a minha vida!Não vejo nada assim enlouquecida...Passo no mundo, meu amor, a lerNo mist'rioso livro do teu serA mesma história tantas vezes lida!..."Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."Quando me dizem isto, toda a graçaDuma boca divina fala em mim!E, olhos postos em ti, digo de rastros:"Ah! podem voar mundos, morrer astros,Que tu és como Deus: princípio e fim!..."Florbela Espanca

DINA SFAT




“Há mulheres elegantes e mulheres enfeitadas”


Machado de Assis




Mulher enfeitada é aquela que quer se parecer com as outras, e mulher elegante é a que quer se parecer consigo própria.




Dina Kutner de Souza (São Paulo SP 1938 - Rio de Janeiro RJ 1989). Atriz. Inquieta, profunda, dona de uma presença física singularmente sedutora e de uma aguda inteligência interpretativa, Dina Sfat distingue-se, na sua carreira teatral, pela exigência e coerência com que seleciona os seus compromissos profissionais. É uma das artistas de proa que verbalizam e expressam as reivindicações nacionais contra a injustiça e a opressão durante o período da ditadura.
Filha de judeus poloneses, começa a trabalhar aos 16 anos em um laboratório de análises clínicas. Em 1962 faz uma ponta em Antígone América, de Carlos Henrique Escobar, montagem de
Antônio Abujamra para Ruth Escobar. Volta ao amadorismo, como integrante de um grupo estudantil do centro acadêmico de engenharia da Universidade Mackenzie. Dessa experiência nasce seu contato com o Teatro de Arena, onde estréia profissionalmente .


Filma Corpos Ardentes, de Walter Hugo Kouri, com expressivos resultados; o que a conduz ao desempenho da guerrilheira Cy, de Macunaíma, filme de Joaquim Pedro de Andrade realizado em 1969, onde brilha ao lado de Paulo José, o protagonista. Eles se conhecem desde o Teatro de Arena, mas é a partir daí que passam a assumir uma relação marital estável.
Na televisão, protagoniza novelas de grande projeção, tornando-se atriz de larga empatia e reconhecimento popular. Entre outras, destaca-se em Selva de Pedra, em 1972; Os Ossos do Barão, 1973; Saramandaia, 1976; O Astro, 1977; Bebê a Bordo, 1988; além das minisséries Avenida Paulista, em 1982, e Rabo de Saia, em 1984.
Não é possível desligar sua vida artística de sua ativa participação na vida cultural e política do país, seja integrando movimentos em prol da democracia ou da liberdade de expressão. Ao descobrir-se com câncer, luta durante três anos contra a doença. Viaja para a Rússia, em tratamento, aproveitando para fazer um documentário para a TV, no momento em que a perestróika dava seus primeiros passos, levantando muita curiosidade sobre o assunto.
De seu casamento com Paulo José nascem três filhas. Ana e Bel Kutner tornam-se, igualmente, atrizes.
Pouco antes de morrer lança uma autobiografia, Dina Sfat - Palmas pra que Te Quero, escrita em parceria com a jornalista Mara Caballero.

domingo, 12 de setembro de 2010

LANA TURNER ...SÓ QUERIA SER AMADA




Filha de Mildred Frances Cowan e John Virgil Turner, foi descoberta, aos quinze anos, em 1936, tomando uma coca-cola na lanchonete "Top Rat Café" na rua Highland, em Hollywood pelo produtor do jornal "Hollywood Report", W.R.Wilkerson. Foi contratada, a 50 dólares por semana, por Mervyn LeRoy, diretor da Warnertendo estreado em 1937, no filme "They won't forget".Ela era a "Garota do Suéter", considerada símbolo sexual entre as décadas de 1940 e 1950 e tornou-se uma das atrizes mais bem pagas da época.
Percorreu várias etapas até alcançar o estrelado em "
O Destino bate à sua porta" (The Postman always rings twice) de 1946. A estrela era esbanjadora e maníaca por sapatos. Foi casada e separada sete vezes além de ter mantido casos amorosos com várias personalidades como Victor Mature, Howard Hughes, Gene Krupa, Robert Stack, Tony Martin, Clark Gable, Fernando Lamas, Peter Lawford e Rex Harrison, entre outros. Teve uma única filha com Stephen Crane. Os outros maridos foram o músico Artie Shaw, o milionário Henry J. Topping, o ator(e ex-Tarzan) Lex Barker, Fred May, o produtor Bob Eaton e o hipnotizador Joe Robert Dante, que roubou-lhe dinheiro e jóias. Apesar disso o grande amor de sua vida foi o ator Tyrone Power com quem não se casou.
Um dos grandes escândalos de
Hollywood envolveu a filha da atriz, Cheryl Christina Crane, que acusava a mãe de abandono e, em 1958 assassinou Johnny Stompanato, um dos amantes de Lana com uma faca de cozinha. Nessa época a estrela era constantemente agredida pelo gângster Stompanato e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso ela deixasse de lhe sustentar. Cheryl foi absolvida pelo crime.
Lana passou um longo tempo em depressão causada pelo álcool. Apesar de toda a tragédia e da vida sofrida de Lana, sua filha Cheryl demonstrou muito carinho pela mãe em sua autobiografia "
Detour - a Hollywood tragedy" enfatizando ainda que tinha muito orgulho de haver matado para defender a mãe. Em 1985 foi lançado o livro "Lana", uma autobiografia da estrela.
Morreu em 29 de junho de
1995 em Century City, na Califórnia de câncer na garganta

DEBORAH KERR



Deborah Jane Kerr-Trimmer nasceu em
Helensburgh, 30 de Setembro de 1921 —-Suffolk, e faleceu 16 de outubro de 2007 ,foi uma atriz britânica nascida na Escócia. Recebeu um Óscar honorário por sua carreira, que sempre representou perfeição, disciplina e elegância. Foi homenageada pela Rainha do Reino Unido com a Ordem do Império Britânico.
Nasceu com o nome de Deborah Jane Kerr-Trimmer na localidade de Helensburgh, no Firth of Clyde, Escócia. Originalmente treinada como dançarina de balê, teve sua primeira apresentação no palco em 1938, no Sadler's Wells. Depois de mudar de carreira, encontrou sucesso como atriz.
Sua estréia no filme britânico Contraband em 1940 terminou no chão da sala de edição. Mas a isso seguiu-se uma série de outros filmes, incluindo um papel triplo no filme The Life and Death of Colonel Blimp, de Michael Powell e Emeric Pressburger. Mas foi seu papel como uma freira com problemas em Narciso Negro , dos mesmos diretores, em 1947, que chamou a atenção dos produtores de Hollywood.
Suas maneiras e sotaque britânicos conduziram a uma sucessão de papéis em que representava honoráveis, dignas, refinadas e reservadas senhoras inglesas. Contudo, Kerr freqüentemente aproveitava uma oportunidade para descartar seu exterior tão reservado. No filme de aventuras
As Minas do Rei Salomão, de 1950, filmado em locações na África com Stewart Granger e Richard Carlson, ela impressionou as audiências com tanta sexualidade e vulnerabilidade emocional que trouxe novas dimensões para um filme de ação orientado para o público masculino.
Como Karen em A um Passo da Eternidade (From Here to Eternity), de 1953, ela recebeu a indicação para o
Oscar de Melhor Atriz. O American Film Institute reconheceu o caráter icônico da cena do beijo entre ela e Burt Lancaster numa praia do Havaí, no meio das ondas. A organização colocou o filme na lista do "Cem mais românticos filmes" de todos os tempos.
Kerr recebeu o
Globo de Ouro de melhor atriz de comédia/musical de 1957 com o filme O Rei e Eu, com Yul Brynner.
Morreu em Suffolk, na
Inglaterra, por problemas decorrentes do Mal de Parkinson, deixando viúvo Peter Viertel, seu marido durante mais de 47 anos.

SANDRA BRÉA


Todas as manhãs, Sandra Bréa sentava-se diante do espelho e cumpria uma rotina. Penteava os cabelos, se maquiava e se vestia com a mesma vaidade do auge de sua carreira. “Eu sou uma estrela”, dizia aos amigos. Até os últimos dias de vida, não deixou de se comportar como a mulher estonteante que foi mito sexual nos anos 70 e 80. No isolamento em que se encontrava desde que descobriu ter aids, em 1993, fazia isso para não se entregar à depressão. Outra arma era escrever. Quatro dias após a sua morte, seu filho adotivo, Alexandre Bréa Britto, 21 anos, encontrou um diário escrito de maneira desordenada pela mãe.
Manuscritos estavam em folhas soltas e amassadas sob o colchão, nos armários e nas mesinhas de cabeceira do quarto da atriz, que na quinta-feira 11, faria 48 anos. São desabafos em sua maioria, dos últimos meses de vida, quando foi tomada pelas dores do câncer de pulmão que provocou sua morte, na manhã do dia 4, em sua casa, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. José Carlos Costa, o caseiro da casa relata que nas últimas semanas, a atriz tinha medo de se levantar sozinha da cama. “Você acha que eu mereço sofrer tanto?”

sábado, 11 de setembro de 2010

AUDREY HEPBURN ...UMA PRINCESA??? UMA BONECA???


Nascida Audrey Kathleen Ruston na capital belga, era a única filha de Joseph Anthony Ruston (um banqueiro anglo-irlandês) e Ella van Heemstra (uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses). Seu pai anexou o sobrenome Hepburn, e Audrey se tornou Audrey Hepburn-Ruston. Ela tinha dois meio-irmãos, Alexander e Ian Quarles van Ufford, do primeiro casamento da sua mãe com um nobre holandês.
Audrey foi considerada, a príncípio, uma garota "alta, ossuda, de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela". Mas Audrey, mesmo vivendo na época em que as baixinhas, de curvas generosas, pés miúdos e olhos claros imperavam, soube usar os seus "defeitos" como seus dons e conquistar o mundo com seu lindo rosto, sua elegância e seus profundos olhos castanhos. Segundo o estilista
Givenchy, que era incumbido de vestí-la, Audrey era um ideal de elegância e uma inspiração para o trabalho dele.
Audrey sempre será lembrada pelo filme Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961) como Holly Golightly, uma
prostituta de luxo que sonhava em se casar com um milionário, papel totalmente oposto ao com que ela foi premiada com o Oscar de 1954, em que vivia Ann, uma princesa que fugindo de seus deveres reais, se apaixona por um jornalista interpretado por Gregory Peck, em A princesa e o plebeu (Roman Holiday, 1953).
O ator
Gregory Peck, par romântico de Audrey no filme A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953), foi quem a apresentou ao ator Mel Ferrer, que, depois de participar de uma peça com Hepburn, pediu-a em casamento. A atriz contracenou no filme Guerra e Paz (War and Peace, 1956). Os dois fizeram um casal, em que Audrey interpretava uma aristrocrata russa, que se apaixona pelo princípe da Rússia André (Ferrer).
Hepburn casou-se duas vezes, primeiro ao ator americano Mel Ferrer, e logo a um psicólogo italiano Andrea Dotti. Ela teve um filho com cada um – Sean em 1960 por Ferrer, e Luca em 1970 por Dotti.
Depois de nascimento dos filhos, ela abandonou a carreira no cinema. Ao final de sua vida, nomeada embaixadora da
UNICEF, trabalhou incansavelmente como voluntária para causas infantis.
Além de um rosto bonito, Audrey era uma mulher humilde, gentil e charmosa, que preferia cuidar dos outros a seu redor do que de si mesma. É considerada a eterna "bonequinha de luxo". Faleceu aos 63 anos, de
câncer no útero.

A FEITICEIRA...Elizabeth Montgomery

Elizabeth Victoria Montgomery nasceu em Los Angeles, Califórnia, no dia 15 de abril de 1933, filha do ator Robert Montgomery e da atriz Elizabeth Allen. Ela e seu irmão mais novo, apelidado carinhosamente de Skip (Robert Montgomery Jr. - nascido em 1936) tiveram uma infância privilegiada, por serem ricos e filhos de famosos atores de Hollywood.
Em 1950, sua família mudou-se para Nova Iorque, onde seu pai iniciou um programa próprio de televisão chamada Robert Montgomery Presents. Quando os Montgomerys se divorciaram em dezembro daquele mesmo ano, Elizabeth ficou primeiramente na casa de sua mãe, mas subseqüentemente mudou-se para a casa de seu pai e a segunda esposa dele. Entrou para a Spence School, outra escola educacional exclusivamente da alta classe novaiorquina formando-se em 1951 e logo em seguida matriculou-se na American Academy of Dramatic Art.
Durante as filmagens de Johnny Cool, acabou apaixonando-se pelo diretor do filme, Willian Asher . Juntos iniciaram um projeto que culminou com a criação da série Bewitched (A Feiticeira)
Ela era uma mulher jovem, vivaz e bonita. Ele era uma figura enérgica e forte. Dessa união nasceram três crianças, Robert, William e Rebecca. Por duas vezes, a gravidez de Elizabeth, em meio as filmagens da série, justificaram o surgimento dos personagens Tabitha e Adam. Juntos eles foram responsáveis pela criação de Samantha Stephens, uma feiticeira que se casa com um mortal. A feiticeira teve oito temporadas apresentadas pela rede ABC. O elenco recebeu várias indicações ao Emmy e outros prêmios. A magia da série A Feiticeira terminou em 1972.
Depois do encerramento de A Feiticeira, Asher foi trabalhar em outra emissora em um novo projeto e Elizabeth viajou para a Europa. Antes do final do ano de 1973, também terminava seu matrimônio de quase dez anos com Asher. Um ano depois já estavam legalmente divorciados.
Voltou a atuar novamente na televisão em Mrs. Sundance. Durante as filmagens conheceu o ator Robert Foxworth e os dois logo se apaixonaram. Nervosa com um quarto casamento, Elizabeth preferiu simplesmente viver junto com ele. Também neste mesmo ano , 1974, fez A Case of Rape, onde foi aclamada pela crítica especializada, na qual representava uma vítima de estupro e onde recebeu uma indicação ao Emmy.
No dia 28 de janeiro de 1993, depois de viver quase 20 anos juntos, Elizabeth e Robert Foxworth casaram-se numa cerimônia íntima e muito simples. Na primavera de 1995, durante as filmagens de um outro filme para a televisão Deadline For Murder: From the Files of Edna Buchanan, Elizabeth começou a sentir-se fatigada. Ela procurou procurou um médico e diagnosticada como acometida por um câncer de cólon, já em estado bem avançado. Poucas semanas depois, no dia 18 de maio de 1995, Elizabeth faleceu junto ao seu marido Foxworth, seus filhos em sua próprio quarto, em Beverly Hills. Ela tinha 62 anos.

OS FAMOSOS OLHOS VIOLETA

ELIZABETH TAYLOR Elizabeth Taylor nasceu em Londres no período em que seus pais, americanos, eram responsáveis por uma Galeria de Arte naquela cidade. Em 1939, pouco antes do início da 2ª Guerra Mundial, seus pais retornaram aos EUA onde se estabeleceram em Los Angeles.
Sua beleza logo chamou a atenção dos caçadores de talento. Ao se submeter a um teste nos Estúdios da Universal Pictures, os executivos da Empresa ficaram impressionados com ela e a contrataram, de modo que, com apenas 10 anos de idade, estreou no cinema com o filme "There's One Born Every Minute".
No ano seguinte, 1943, contratada da MGM, Liz iniciou sua escalada para o sucesso com o filme "A Força do Coração". Embora com uma longa filmografia, seu período áureo estendeu-se de 1951 a 1968, tendo sido a primeira atriz a ganhar US$ 1 milhão pela atuação num filme. Tal fato ocorreu quando da realização de "Cleópatra", em 1963. Durante esse período, foi agraciada com 2 Oscars de Melhor Atriz por suas atuações em "Disque Butterfield 8", de 1960, e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?", de 1966, sendo ainda indicada ao mesmo prêmio da Academia por seus trabalhos em "A Árvore da Vida", de 1957, "Gata em Teto de Zinco Quente", de 1958 e "De Repente No Último Verão", de 1959.
Conhecida internacionalmente por sua beleza, especialmente por seus olhos violetas, foi desejada por muitos homens, tendo sido casada com Conrad Hilton Jr., herdeiro de uma famosa cadeia de hotéis (06/05/1950 à 01/02/1951), Michael Wilding, ator (21/02/1952 à 30/01/1957), Michael Todd, produtor (02/02/1957 à 22/03/1958), Eddie Fisher, ator (12/05/1959 à 06/03/1964), Richard Burton, ator (15/03/1964 à 26/06/1974 e 10/10/1975 à 01/08/1976), John Warner, senador (04/12/1976 à 07/11/1982) e Larry Fortensky, construtor (06/10/1991 à 31/10/1996), de quem se encontra divorciada.
Na década de 70, tornou-se viciada em drogas, fazendo filmes ocasionalmente. Ao terminar seu casamento com o senador Warner, internou-se na Betty Ford Clinic, em mais uma tentativa de se curar de seus vícios. Foi durante esse período de recuperação, que conheceu Larry Fortensky, com quem se casaria mais tarde.
Em 1985, com a morte de seu grande amigo, o ator homossexual Rock Hudson, Elizabeth Taylor iniciou uma cruzada em favor dos portadores de Aids.

A DAMA DO TEATRO


CACILDA BECKER IACONIS
Nasceu Pirassununga, 6 de abril de 1921 e faleceu em São Paulo, 14 de junho de 1969 foi uma atriz brasileira, um dos maiores mitos dos palcos nacionais.
Filha do
imigrante italiano Edmondo Iaconis, Cacilda tinha apenas nove anos quando seus pais romperam o casamento e sua mãe viu-se obrigada a criar três filhas sozinha, uma delas a também atriz Cleyde Yáconis. Por este motivo, fixaram-se na cidade de Santos, onde Cacilda ainda jovem freqüentou os círculos boêmios e mais vanguardistas, já que por ser filha de pais pobres e separados não podia estabelecer amizade com pessoas da alta sociedade.
Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em
1948. Neste ano, Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia- TBC, para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser diletante
Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no
Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes (Luz dos Meus Olhos em 1947 e Floradas na Serra, em 1954) e uma telenovela (Ciúmes, em 1966), na TV Tupi além de outras participações em teleteatros na televisão, foi Cacilda quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça Esperando Godot no começo de 1969.
Cacilda provocava paixões avassaladoras e teve três maridos. Durante a apresentação do espetáculo
Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, na capital paulista, em 6 de maio de 1969, Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem. Morreu após 38 dias de coma e foi enterrada no Cemitério do Araçá, com a presença de uma multidão de admiradores.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

RAINHA VICTORIA ...A NOIVA DE BRANCO


Alexandrina Victoria Hanover nasceu em 24 de Maio 1819 e faleceu em 22 de Janeiro 1901, da Casa de Hanôver, foi Rainha do Reino Unido de 1837 até a morte, sucedendo ao tio o rei Guilherme IV. A incorporação da Índia no Império Britânico em 1877 conferiu a Vitória o título de Imperatriz da Índia.
O reinado de Vitória foi o mais longo, até à data, da história do
Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Este período foi marcado pela Revolução Industrial e por grandes mudanças a nível económico, político, cultural e social.
Vitória era filha do príncipe
Eduardo, Duque de Kent e da princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld, sendo neta do rei Jorge III do Reino Unido por parte do pai. Baptizada com o nome Alexandrina Vitória, a família tratava-a informalmente como Drina. A então princesa Vitória de Kent tornou-se politicamente relevante com a morte em 1830 do tio Jorge IV, sucedido por Guilherme IV também sem filhos.
Conta-se que Vitória estava apaixonada pelo primo, o príncipe
Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, e assim tomou a iniciativa de pedi-lo em casamento (visto que na época, ninguém poderia fazer tal pedido a uma rainha). Ele aceitou. Foi a primeira vez que se teve notícias de alguém casar por amor. Vitória era ousada e acrescentou ao traje nupcial algo proibido para uma rainha na época - um véu e escolheu um modelo de cetim branco debruado de flores de laranjeira. A tendência logo se espalhou entre as nobres e mulheres de classe alta, que antes preferia vestidos coloridos, que poderiam ser usados em outras ocasiões .Nascia aí um costume que atravessaria o tempo e daria a Vitória o reconhecimento de trazer para a nossa época o amor, para unir um homem e uma mulher...